Idoso recusa abrigo e vive em canteiro por causa do álcool em Santo Antônio de Jesus

Segundo informações, o homem tem casa e familiares na mesma rua, mas se recusa a voltar para casa por conta do vício em bebida alcoólica.

Um idoso identificado de 78 anos se recusa a ir pra casa e dorme há dias no canteiro da Rua da Linha, em Santo Antônio de Jesus.

Segundo informações, o homem tem casa e familiares na mesma rua, mas se recusa a voltar para casa por conta do vício em bebida alcoólica.

Imagens mostram deitado sobre um pedaço de colchão velho, com um travesseiro, dois cobertores e alguns mantimentos, como sacos de água, frutas e biscoitos.

Choveu forte na madrugada de quarta (09) para quinta-feira (10), e ele estava encharcado.

As condições em que o idoso vive têm preocupado os moradores, um deles afirmou: “É daqui da área. Tem casa, tem parente, tem parente de condições e tudo. Só que tá nessa situação aí, né? Ele aqui mora aqui em colchão. Tudo aqui pra poder ele ficar aí perto aí. Não ficar nesse estado aí que tá, né?”

O morador sugeriu que o idoso seja levado para um abrigo mais distante, onde não tenha acesso fácil a bebidas alcoólicas: “O homem desse aí nesse estado já era pra estar no abrigo dos velhos já. E um centro assim mais longe pra poder, pra ele não ter acesso ao álcool, entendeu? Porque aqui o pessoal dá um dinheiro pra comprar uma quentinha ou qualquer coisa, ele vai logo pro bar.”

A secretária de Assistência Social de Santo Antônio de Jesus, Andressa Moese, destacou que o caso é atendido pelo Centro POP, ou Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, que é um serviço da assistência social que visa atender pessoas em situação de rua.

Ele oferece um espaço de referência para acolhimento, convívio, socialização e desenvolvimento de relações de afetividade e respeito, além de auxiliar na obtenção de documentos, acesso à alimentação, higiene pessoal e encaminhamento para outros serviços da rede socioassistencial.

Andressa afirmou que, em alguns casos, encontra resistência, quando essas pessoas em situação de rua não têm uma reaproximação fácil, ou seja, dificuldades para construir novamente o vínculo.

Nesse caso, segundo Moese, a atuação envolve tanto a rede de assistência quanto a de saúde, em articulação com a família, a secretária destacou que situações como essa costumam envolver conflitos familiares e resistência por parte da pessoa em situação de rua.

“O Centro Pop veio aí e já foram feitos somente esse ano mais de 700 atendimentos no Centro Pop. Então é um equipamento muito importante que vem dar suporte. Então lá nós temos café da manhã, almoço, dá o suporte uma equipe também com psicólogos, assistentes sociais, advogados para poder entender, compreender com a situação que levou aquela pessoa está em situação de rua, chegar com benefícios, ver se a questão de documentação e principalmente fortalecer os vínculos familiares, porque na grande maioria das vezes esse é o motivo da pessoa estar nas ruas. São conflitos familiares.”

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Fonte: Blog do Valente – Foto: Tino Alves / Andaiá FM

				
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