O grupo é acusado de realizar propaganda eleitoral antecipada durante um evento político realizado na segunda-feira (30), em Feira de Santana.
A Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) protocolou uma representação no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia contra o ex-prefeito ACM Neto, o prefeito Bruno Reis, o ex-ministro João Roma, o prefeito Zé Cocá e o senador Angelo Coronel.
O grupo é acusado de realizar propaganda eleitoral antecipada durante um evento político realizado na segunda-feira (30), em Feira de Santana.
Segundo a ação, o encontro teria extrapolado os limites legais ao assumir características de campanha eleitoral antes do período permitido.
A federação sustenta que o ato se transformou em um “verdadeiro comício”, com apresentação de possíveis pré-candidaturas, pedidos explícitos de votos e ampla mobilização popular.
O documento aponta ainda que o evento foi previamente divulgado como um “pré-lançamento de chapa”, contando com a participação de diversas lideranças políticas e grande estrutura de divulgação.
Outro ponto destacado na representação é o uso intensivo das redes sociais para promover o encontro.
Segundo a petição, houve transmissão ao vivo, além da instalação de telões na área externa do evento, o que teria ampliado o alcance da mensagem ao público.
A federação também menciona convites abertos à população, o que, na avaliação dos autores da ação, reforça o caráter eleitoral da mobilização.
Na ação apresentada ao TRE-BA, a Federação Brasil da Esperança solicita a remoção imediata das publicações relacionadas ao evento nas redes sociais dos envolvidos, além disso, pede a aplicação de multa e a responsabilização por suposta propaganda negativa irregular.
O pedido inclui ainda a fixação de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento de eventual decisão judicial.
Procurado, o senador Angelo Coronel reagiu à iniciativa e classificou a medida como uma tentativa de interferência Política.
“Absurdo, sinônimo do medo. Confio na isenção da Justiça baiana e brasileira, que não irá se curvar a caprichos de quem quer usar o tapetão para reverter resultados. E toda ação tem uma reação”, afirmou.
O caso será analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, que deve avaliar se houve, de fato, irregularidade eleitoral no evento, ainda não há prazo definido para decisão.
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Fonte: Mídia Bahia