As circunstâncias do atropelamento e a responsabilidade pelo acidente deverão ser analisadas pelas autoridades competentes.
A família de Flaviano de Jesus Fonseca, de 63 anos, pede justiça após a morte do homem, que foi atropelado enquanto retornava da igreja, na localidade de São Roque dos Macacos, zona rural de Varzedo.
Flaviano não resistiu aos ferimentos provocados pela colisão e morreu ainda no local.
A condutora do veículo, uma mulher de 47 anos, deixou a área após o acidente, mas foi localizada posteriormente por policiais militares, foi presa em flagrante e, posteriormente, liberada mediante o pagamento de fiança equivalente a dois salários mínimos.
Segundo informações, a irmã da vítima, Ailda Fonseca, demonstrou indignação com a situação e questionou o valor estabelecido para a fiança.
“A morte dele só valeu dois salários, pagou dois salários de fiança e mandou-me embora. Será que a vida de um ser humano bondoso, que só fez o bem nessa terra, valia dois mil? Não tem preço”, afirmou.
Ailda também relatou que, segundo a família, a condutora não teria prestado socorro após a colisão, ela afirmou ainda que testemunhas podem contribuir para esclarecer as circunstâncias do acidente.
A irmã de Flaviano também mencionou uma suspeita de que a motorista pudesse estar sob efeito de bebida alcoólica no momento do acidente.
Segundo o relato, a condutora não teria permitido a realização do teste, enquanto pessoas que presenciaram a situação teriam relatado sinais de embriaguez.
A informação deverá ser apurada pelas autoridades responsáveis pela investigação e não representa, até o momento, uma confirmação sobre as condições da motorista no momento da colisão.
Abalada com a perda do irmão, Ailda afirmou que a família pretende acompanhar o andamento do caso e buscar apoio jurídico para que as circunstâncias da morte sejam esclarecidas.
“Não vai trazer de volta, mas a justiça tem que ser feita. Tem que ser feito aqui nessa terra”, declarou.
Ela também reforçou o desejo de que o caso não fique impune e pediu uma resposta das autoridades diante da morte do irmão.
“Eu não quero que fique impune. Ela tem que pagar. Era uma vida que ela tirou, porque não merecia”, completou.
As circunstâncias do atropelamento e a responsabilidade pelo acidente deverão ser analisadas pelas autoridades competentes.
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Fonte: Criativa On Line / Blog do Valente