As previsões apontam para temperaturas acima da média e possibilidade de chuvas irregulares em áreas do Nordeste.
A intensificação do fenômeno climático El Niño em 2026 acende um sinal de alerta para a agricultura baiana, especialmente para a produção de cacau no sul do estado.
As previsões apontam para temperaturas acima da média e possibilidade de chuvas irregulares em áreas do Nordeste, cenário que pode aumentar o risco de estresse hídrico nas lavouras e comprometer o desenvolvimento dos frutos.
Segundo o quinto boletim do Painel El Niño 2026-2027, divulgado em 29 de outubro pelo INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), em conjunto com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), o Cemaden e outros órgãos federais, o fenômeno deve continuar se intensificando, com elevada probabilidade de alcançar intensidade muito forte a partir de novembro.
Para o trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027, as projeções indicam maior probabilidade de chuvas abaixo da média em áreas do Nordeste e temperaturas acima da normalidade em quase todo o país.
Na Bahia, o cenário exige atenção dos produtores rurais, principalmente em regiões que dependem da regularidade das chuvas para manter a produtividade agrícola.
A preocupação ganha importância diante do papel histórico do sul da Bahia na produção nacional de cacau.
Pesquisas sobre a cultura na região apontam que a distribuição das chuvas ao longo do ano tem relação direta com o desempenho das lavouras.
Diante desse cenário, o acompanhamento das previsões meteorológicas e das condições de umidade do solo é fundamental.
O manejo adequado da lavoura, a conservação da água, o uso racional da irrigação onde houver disponibilidade e a orientação técnica podem ajudar a reduzir os riscos provocados por períodos de estiagem.
O avanço do El Niño reforça a necessidade de atenção dos produtores e das instituições ligadas à cacauicultura.
Acompanhar as atualizações climáticas e investir em estratégias de adaptação será importante para enfrentar os possíveis efeitos do fenômeno sobre uma das atividades agrícolas mais tradicionais da Bahia.
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Fonte: Criativa On Line